Renda de empregados domésticos sobe 8,1% em um ano e lidera alta
A renda dos trabalhadores que prestam serviços domésticos saltou 8,1% em termos reais (descontada a inflação) entre outubro do ano passado e o mesmo mês de 2013, em mais um sinal de que os mais pobres estão sentindo menos os problemas econômicos do país, mais percebidos pela classe média.
O aumento de renda dos empregados domésticos foi o mais acentuado dos últimos 12 meses, entre as sete categorias em que o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divide a população ocupada. Em segundo lugar ficaram os trabalhadores da construção civil, com uma alta de 7,2% no seu rendimento.
A Pesquisa Mensal de Emprego referente a outubro foi divulgada nesta quinta-feira.
Os dados mostram que, apesar de ter obtido o maior aumento, o grupo dos serviços domésticos continua sendo o de menor rendimento. Entre as sete categorias, é a que mais concentra trabalhadores pobres.
O IBGE não abriu os números referentes a cada uma dessas categorias. Não é possível comparar, por exemplo, quais empregados do ramo “construção civil” tiveram os maiores reajustes, se os pedreiros ou os engenheiros.
Mas existem outras pesquisas indicando que os mais pobres continuam tendo reajuste superior, em termos percentuais, ao da classe média.
Em um estudo feito em janeiro, o mesmo IBGE informou que a renda dos profissionais com curso superior teve uma alta real de apenas 0,7% nos últimos dez anos, enquanto na população com até oito anos de estudo, o aumento foi de 37,3%.
Colaboração: Eunice Costa
Infelizmente, cai a cada dia a condição dos que mais concorrem
ResponderExcluirpara crescimento dos menos favorecidos- Até quando?