O horário de verão, previsto para começar a partir da 0h deste domingo (20) nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, diminui, mas não extingue o risco dos "típicos apagões da estação", segundo Reinaldo Castro Souza, professor do Departamento de Engenharia Elétrica do Centro Técnico Científico da PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro).
"A medida não é garantia de um verão sem problemas. Grandes apagões acontecem nessa época, onde há naturalmente um aumento do consumo de energia", afirma o especialista, que diz ainda que o adiantamento dos relógios torna o sistema energético mais estável no horário de pico. "A madrugada não é problema para o sistema, o problema está entre 18h30 e 21h, quando a demanda por energia no país é maior."
O prolongamento da luz solar neste intervalo, conforme Souza, "ameniza um pouco" a demanda por energia, principalmente nas regiões Sul e Sudeste, que concentram 70% do consumo de energia do país. "Seria pior se não tivesse o horário de verão", diz. O professor ainda acrescenta que o sistema energético brasileiro suportaria o abastecimento sem a alteração nos relógios dos moradores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, mas com maior risco de apagões.
Nesta edição, segundo o ONS (Operador Nacional do Sistema), a economia deve chegar aos R$ 400 milhões com os 119 dias de duração do horário de verão 2013/2014. Com uma hora a mais de luz natural, a demanda no horário de pico deve diminuir 4,6% no subsistema Sudeste/Centro-Oeste e 5% no subsistema Sul, conforme previsão do órgão federal.
Colaboração: Eunice Costa
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