quinta-feira, 18 de julho de 2013

JUSTIÇA


O que mudou? 

Durante o mês de junho, o Brasil acordou de um sono profundo que já durava duas décadas.
Desde o clamor por impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello, em 1992, não se via o povo brasileiro protestar nas ruas como vem acontecendo nas últimas semanas por todo o país.
A pressão popular surtiu efeito nos três poderes que sustentam o regime democrático. Em 26 de junho, o Supremo Tribunal Federal, instância mais alta do poder judiciário no Brasil, indeferiu o último recurso apresentado pelo deputado Natan Donadon e reafirmou sua condenação por desvio de dinheiro público nos anos 90.
Donadon foi preso, em 28 de junho, e expulso de seu partido, o PSDB. Foi a primeira vez, desde a Constituição de 1988, que um parlamentar em exercício foi parar atrás das grades.
Em 25 de junho, a Câmara dos Deputados derrubou a Proposta de Emenda Constitucional 37 (PEC 37), que limitava o poder de investigação do Ministério Público.
Já o Senado Federal aprovou, em 26 de junho, o projeto de lei que determina que corrupção é um crime hediondo. Tramitando na casa desde 2011, o projeto que agora segue para análise da Câmara foi votado por causa dos protestos, segundo o presidente do Senado, Renan Calheiros.
No Executivo, entre as medidas anunciadas para tentar conter os ânimos dos manifestantes, está a abertura de 35.000 novos postos de trabalho para médicos brasileiros e estrangeiros para melhorar a saúde pública no país.
Como tantas conquistas foram obtidas em tão pouco tempo? De onde surgiram os protestos e como eles conseguiram mobilizar tanta gente tão rapidamente? Há lideranças claras no movimento ou a mobilização é puramente espontânea?
As perguntas ainda são um quebra-cabeça para sociólogos e cientistas políticos. 
Só o tempo nos dirá.

Fonte: Infosur

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- Kant "Quem não sabe o que busca,  não identifica o que acha." Colaboração: Itazir  de  Freitas