terça-feira, 23 de julho de 2013

FIQUE INFORMADO







Senhores Diretores do Banco Ita�,
Gostaria de saber se os senhores aceitariam pagar uma taxa, uma pequena taxa mensal, pela exist�ncia da padaria na esquina de sua rua, ou pela exist�ncia do posto de gasolina ou da farm�cia ou da feira, ou de qualquer outro desses servi�os indispens�veis ao nosso dia-a-dia.

Funcionaria assim: todo m�s os senhores, e todos os usu�rios, pagariam uma pequena taxa para a manuten��o dos servi�os (padaria, feira, mec�nico, costureira, farm�cia etc.).. Uma taxa que n�o garantiria nenhum direito extraordin�rio ao pagante.

Existente apenas para enriquecer os propriet�rios sob a alega��o de que serviria para manter um servi�o de alta qualidade.
Por qualquer produto adquirido (um p�ozinho, um rem�dio, uns litros de combust�vel etc) o usu�rio pagaria os pre�os de mercado ou, dependendo do produto, at� um pouquinho acima. Que tal?

Pois, ontem sa� de seu Banco com a certeza que os senhores concordariam com tais taxas. Por uma quest�o de equidade e de honestidade.
Minha certeza deriva de um racioc�nio simples. Vamos imaginar a seguinte cena: eu vou � padaria para comprar um p�ozinho. O padeiro me atende muito gentilmente. Vende o p�ozinho. Cobra o embrulhar do p�o, assim como, todo e qualquer servi�o..

Al�m disso, me imp�e taxas. Uma 'taxa de acesso ao p�ozinho', outra 'taxa por guardar p�o quentinho' e ainda uma 'taxa de abertura da padaria'. Tudo com muita cordialidade e muito profissionalismo, claro.

Fazendo uma compara��o que talvez os padeiros n�o concordem, foi o que ocorreu comigo em seu Banco.

Financiei um carro. Ou seja, comprei um produto de seu neg�cio. Os senhores me cobraram pre�os de mercado. Assim como o padeiro me cobra o pre�o de mercado pelo p�ozinho.

Entretanto, diferentemente do padeiro, os senhores n�o se satisfazem me cobrando apenas pelo produto que adquir�.
Para ter acesso ao produto de seu neg�cio, os senhores me cobraram uma 'taxa de abertura de cr�dito' - equivalente �quela hipot�tica 'taxa de acesso ao p�ozinho', que os senhores certamente achariam um absurdo e se negariam a pagar.

N�o satisfeitos, para ter acesso ao p�ozinho, digo, ao financiamento, fui obrigado a abrir uma conta corrente em seu Banco.

Para que isso fosse poss�vel, os senhores me cobraram uma 'taxa de abertura de conta'.

Como s� � poss�vel fazer neg�cios com os senhores depois de abrir uma conta, essa 'taxa de abertura de conta' se assemelharia a uma 'taxa de abertura da padaria', pois, s� � poss�vel fazer neg�cios com o padeiro depois de abrir a padaria.

Antigamente, os empr�stimos banc�rios eram popularmente conhecidos como papagaios'. para liberar o 'papagaio', alguns Gerentes inescrupulosos cobravam um 'por fora', que era devidamente embolsado.

Fiquei com a impress�o que o Banco resolveu se antecipar aos gerentes inescrupulosos.

Agora ao inv�s de um 'por fora' temos muitos 'por dentro'.
- Tirei um extrato de minha conta - um �nico extrato no m�s - os senhores me cobraram uma taxa de R$ 5,00.
- Olhando o extrato, descobri uma outra taxa de R$ 7,90 'para a manuten��o da conta' semelhante �quela 'taxa pela exist�ncia da padaria na esquina da rua'.
- A surpresa n�o acabou: descobri outra taxa de R$ 22,00 a cada trimestre - uma taxa para manter um limite especial que n�o me d� nenhum direito. Se eu utilizar o limite especial vou pagar os juros (pre�os) mais altos do mundo.
- Semelhante �quela 'taxa por guardar o p�o quentinho'.
- Mas, os senhores s�o insaci�veis. A gentil funcion�ria que me atendeu, me entregou um caderninho onde sou informado que me cobrar�o taxas por toda e qualquer movimenta��o que eu fizer.

Cordialmente, retribuindo tanta gentileza, gostaria de alertar que os senhores esqueceram de me cobrar o ar que respirei enquanto estive nas instala��es de seu Banco.

Por favor, me esclare�am uma d�vida: at� agora n�o sei se comprei um financiamento ou se vend� a alma?

Depois que eu pagar as taxas correspondentes, talvez os senhores me respondam informando, muito cordial e profissionalmente, que um servi�o banc�rio � muito diferente de uma padaria. Que sua responsabilidade � muito grande, que existem in�meras exig�ncias governamentais, que os riscos do neg�cio s�o muito elevados etc e tal. E, ademais, tudo o que est�o cobrando est� devidamente coberto por lei, regulamentado e autorizado pelo Banco Central.

Sei disso. Como sei!!! Tamb�m, que existem seguros e garantias legais que protegem seu neg�cio de todo e qualquer risco.

Presumo que os riscos de uma padaria, que n�o conta com o poder de influ�ncia dos senhores, talvez sejam muito mais elevados..

Sei que s�o legais. Mas, tamb�m sei que s�o imorais. Por mais que estejam garantidas em lei, voc�s concordam o quanto s�o abusivas...!?!

Colaboração: Maria Aparecida de Lira Teixeira

Um comentário:

  1. Poxa! mesmo sendo interessante é muito grande para se ler num blog. Não dá.

    ResponderExcluir

Mensagem

- Kant "Quem não sabe o que busca,  não identifica o que acha." Colaboração: Itazir  de  Freitas