segunda-feira, 28 de novembro de 2016

A ESCOLA QUE DESEJO

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Vou contar um segredo para você. Mas ao contrário de todos que já lhe falei, esse eu quero que você espalhe por aí. Conte para sua mãe, seu pai, seus irmãos e irmãs. Conte também para seu vizinho, sua vizinha e para quem mais você encontrar pelas ruas.
Enviado por Nicolau Neto via Guest Post para o Portal Geledés 
Eu sempre gostei de ir à escola. Gostava de acordar cedinho, tomar banho, escovar os dentes, colocar a roupa da farda com aquele símbolo da escola no peito e o nome atrás, merendar e sair para ver meus amigos de sala e aqueles que não eram da mesma turma, meus professores e os demais funcionários da escola.
Como era bom. Mas, sempre senti que faltava algo. Não sabia dizer bem o que, mas faltava. Falta, porque era uma espécie de vazio que sentia todos os dias ao chegar em casa e ligava o rádio e a tv – pois nesse tempo eu nem tinha acesso à internet. Muitas informações e eu ficava a ver navios. Não sabia o que se passava. Não sabia me posicionar diante de tantos fatos. Sequer me questionava se aquilo que ouvia no rádio e assistia na tv era de fato verdade.
Às vezes. Às vezes não, quase sempre desligava os aparelhos porque não sabia os significados de muitas palavras e o impacto que elas geravam em nossas vidas. Quando retornava para escola no dia seguinte era como se vivesse outra realidade totalmente distante da que vivia em casa, na rua….. Percebia dois mundos tão diferentes. O professor e a professora falavam da importância de saber regras de três, raiz quadrada. Diziam o quanto era necessário saber distinguir as palavras. Se é adjetivo ou substantivo, etc. Eles/as nos faziam decorar os fatos da revolução francesa, da colonização portuguesa no Brasil, os fatos religiosos de Grécia e Roma.
No entanto, quando eu chegava em casa me via sozinho mais uma vez e sem saber conectar o que vi na escola com a realidade nua e crua. E para piorar eu nem sabia a história da minha cidade, do meu bairro. Ainda assim, continuava a estudar e decorar algumas lições para ter boas notas. E tirava, mas instantes depois das avaliações não sabia mais. Decorava, memorizava a matéria toda, mas não entendia. Eu me sentia uma ameba. E eles e elas me faziam sentir tal qual.
Mesmo assim, eu sabia que o estudo era algo bom. Meus pais repetiam isso todos os dias. Ia muitas vezes à escola por insistência deles. Hoje sei que de fato, a escola é a porta de entrada para uma vida melhor. Hoje eu tenho parcialmente algumas respostas para aquele vazio que sentia quando retornava da sala de aula para casa. Muitas delas estavam no método de ensino. Os tempos mudaram. As escolas mudaram. Os professores mudaram, mas algo permaneceu. O sistema educacional e o método de ensino permanecem fiéis ao tempo.
Não se ensina de fato para a cidadania. Não há preocupação com a politização dos estudantes, ou seja, a escola não está preocupada em ver os alunos questionando e participando da vida política da sua cidade. Não quer nem saber de discutir as causas e consequências de seguir sem questionar determinada religião. Aliás, religião e política são os assuntos tabus. Ninguém quer ou ousa discutir essas temáticas com os alunos. Eu pouco ou nada sabia das minhas origens em sala, porque, de certo modo, conteúdos referentes à África só aparecia no período colonial brasileiro e os negros e negras sendo vistos como escravos. Eu não tinha uma história contada pelos negros e pelas negras.
Hoje eu sei explicar o que antes só imaginava. Temos uma educação que vale mais os números, do que os alunos propriamente ditos. Temos uma educação que ainda é racista, machista e homofóbica. Temos uma educação onde os avanços são muito menos sentidos do que as permanências. Por fim, quero dizer que hoje eu sei e desejo uma escola onde o que se aprenda na sala possa de fato ser aplicado em casa, na rua… Onde o que se passa lá fora possa ser trabalhado a exaustão na escola, para que meus filhos não possam se sentir estrangeiros na sua própria terra. Desejo ainda uma escola que eduque para as relações étnico-raciais e pontue o ano inteiro a história e cultura africana e afro-brasileira.
Por fim ainda, desejo uma escola que tenha pluralidade de ideias e onde se incite os alunos e alunas a partir do debate com textos diferentes, permitindo que eles/as formem opinião se tornando cidadãos críticos e atuantes do meio que o cerca e não o que ora se quer para a educação – uma “escola sem partido”. Quero, outrossim, uma escola de muitos partidos.
Ah e antes que eu esqueça. Desejo uma escola onde os professores, professoras e demais companheiros/as de jornada que se preocupam com essa educação desejada, sejam maioria.
Nicolau Neto é professor, membro do Grupo de Valorização Negra do Cariri (Grunec), servidor público no município de Altaneira, diretor de programação da Rádio Comunitária Altaneira FM e administrador/editor do Blog Negro Nicolau.
Colaboração:: Kelly Cintra

ENTRETENIMENTO


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O carioca encontra o amigo baiano na rua:
— Pô, rapá! Por que é que tua perna tá inchada desse jeito, cumpadi?😳😳
— Och… Eu tô com uma doença de família que é porreta! Primeiro incha uma perna, depois a outra, aí começa a inchar os braços… Ich, é ruim demais!😳😳
— Ué! E tu não viu que começou a inchar uma perna, rapá? Por que é que não vai logo no médico?
— Och, e eu sou besta? Tô esperando inchar tudo pra eu ir tratar tudo de uma vez!😂😂😂😂

MISCIGENAÇÃO E VELHICE

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População está mais miscigenada e mais velha, aponta Pnad

Paulo Pinto/ Fotos Públicas
O processo de envelhecimento da população continua. Em 2015, das cerca de 204,9 milhões de pessoas, 14,3% tinham 60 anos ou mais, ou seja, 29,3 milhões de pessoas. Junto ao grupo da população com idade entre 40 a 59 anos, estimadas em 25,4% do total, foram as únicas faixas etárias que apresentaram crescimento em relação ao ano anterior, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (Pnad) divulgados nesta sexta-feira (25/11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2014, 25% da população tinha entre 40 a 59 anos. E a parcela com 60 anos ou mais era de 13,7%. Todas as outras seis faixas etárias apresentaram queda na parcela total da população. A proporção do grupo com idade entre 25 a 39 anos, por exemplo, recuou 23,3% do total da população, em 2014, para 23,1%, em 2015.

Fase irreversível

Para especialistas, isso reforça a ideia que, daqui a duas décadas, o país deve enfrentar uma fase irreversível de queda no número de habitantes. Com isso, reforça a preocupação do governo federal e de alguns analistas pela aprovação da reforma da Previdência.

O Brasil do futuro, segundo analistas, terá muito mais idosos do que hoje. E isso representará um desafio para o pagamento de aposentadorias e assistência médica. Em 2004, 9,7% das pessoas tinham 60 anos ou mais de idade. Em 2060, limite das projeções do IBGE, 26,8% da população terá 65 anos ou mais.

Miscigenação

Outro dado em destaque no estudo do IBGE mostra que as populações parda e branca praticamente se igualaram. Em 2015, a população era composta por 45,2% de pessoas de cor branca, 45,1% de pardos e 8,9% de pretos. A população branca vem diminuindo desde 2004, enquanto há um aumento dos demais grupos. A partir de 2006, a participação da população branca passou a ser inferior à das populações parda e preta em conjunto.

A composição da população segundo a cor ou raça entre as grandes regiões é bastante diferenciada. Enquanto 76,7% da população da região Sul declarou-se branca, estes percentuais foram 21,2% na Norte e 26,4% na Nordeste. Por outro lado, nestas regiões, a maioria se declarou parda, com 70,2% e 62,0%, respectivamente.

Fonte:correiobrasiliense.com.br

INSPIRAÇÃO

ENTENDIMENTO...

Entendo que a vida é assim
Verão, outono, inverno e primavera
Tristes ou contentes, mera quimera
Como flores diversas no jardim

Como a natureza em cada estação
 Os bastiões da vida têm sua verdade,
Flutuam entre o velho e a mocidade
Em tais conflitos de renovação.

Assim, todos , em sua natureza
Lampeja momentos de sua beleza,
Nos degraus da vida, em cada idade.

Hoje é primavera, verão se almeja.
Vão-se ipês floridos, nasce o jasmim
... Assim acontece dentro de mim

OSWALDO DE SOUZA

domingo, 27 de novembro de 2016

MENSAGEM

A alegria está na luta, 
na tentativa, 
no sofrimento envolvido e 
não na vitória propriamente dita.
Mahatma Gandhi

TAXA DE DESEMPREGO


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IBGE revisa taxa de desemprego e desocupação é a mais alta desde 2004


A deterioração do mercado de trabalho em 2015 foi ainda pior do que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) havia previsto. Em março deste ano, a instituição informou que a taxa de desocupação havia fechado o ano anterior em uma média de 8,5%. No entanto, com a divulgação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2015, nesta sexta-feira (25/11), a taxa de desemprego foi revisada para 9,6%. É o maior nível desde o início da série histórica do estudo, iniciado em 2004.

O contingente de desocupados (pessoas de 15 anos ou mais de idade que não estavam ocupadas e tomaram providência efetiva para conseguir um trabalho) aumentou 38,1% (mais 2,8 milhões de pessoas) em 2015, chegando a 10 milhões.

 Diante do quadro de retração econômica, a desocupação subirá ainda mais este ano. Com recuo do consumo das famílias e redução de investimentos pelas empresas e pelo setor público, as demissões continuarão superando as admissões. E com o aumento da população desocupada, as pessoas vão continuar procurando emprego, mas sem muito sucesso.
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Fonte:correiobrasiliense.com.br

Colaboração: Eunice Costa

ENTRETENIMENTO

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Prova Oral

O professor de ciências naturais resolve fazer uma prova oral. Chama a aluna:
- Existe uma parte do corpo do homem que pode se dilatar até sete vezes o seu tamanho. Qual é essa parte?
- Não posso dizer, professor... - responde a aluna envergonhada.
- Por não responder, leva zero. A resposta certa é pupilas. A julgar pela sua resposta, a senhorita tem muita imaginação e, com certeza, não tardará a ter também uma grande decepção! 

Mensagem

- Kant "Quem não sabe o que busca,  não identifica o que acha." Colaboração: Itazir  de  Freitas